January 2012
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January 2011
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Gatos: a verdade
“Indícios apontam que os gatos foram domesticados pela primeira vez no Egito. Os egípcios armazenavam grãos, que atraíam roedores, que atraíam gatos. (Não há prova de que isso tenha acontecido com os maias, apesar de haver um grande número de gatos selvagens nativos na área.) Não acho que isso seja exato. Sem dúvida não é a história toda. Gatos não começaram como caçadores de ratos....
Quarta
Mais um da Anna Akhmátova.
QUARTA
Há três épocas para a lembrança. A primeira é como o dia que passou. A alma, sob sua cúpula, sente-se abençoada e o corpo em sua sombra se compraz. O riso ainda não cessou, as lágrimas escorrem, a mancha de tinta na mesa ainda não se apagou - e, como um selo no coração, repousa o beijo de despedida, único, inesquecível… Mas isso não dura...
Foi na lua nova
Foi na lua nova que ele me abandonou, o meu amigo querido. E daí? Ele brincava: “Equilibrista, como hás de viver até o mês de maio?” Respondi como a um irmão, sem ciúmes, sem zangas; mas, para mim, quatro casacos novos não compensam pela sua perda. Assustador é o meu caminho, e arriscado; mais terrível ainda é a estrada da saudade… Como é rubra a minha sombrinha...
Vinte e um. Noite. Sexta-feira.
Vinte e um. Noite. Segunda-feira. A silhueta da cidade na neblina. Algum desocupado inventou essa história de que há amor no mundo.
E por preguiça ou por tédio, todos acreditaram nele e assim viveram: esperando encontros, temendo rupturas e cantando canções de amor. Mas a outros será revelado o segredo e sobre estes cairá o silêncio… Eu tropecei nele casualmente e, desde então, sinto-me...
December 2010
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Sigam o conselho do Baudelaire.
EMBRIAGUEM-SE
É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se. E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir...
November 2010
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Lullaby
Beloved, may your sleep be sound
That have found it where you fed.
What were all the world’s alarms
To mighty Paris when he found
Sleep upon a golden bed
That first dawn in Helen’s arms?
Sleep, beloved, such a sleep
As did that wild Tristam know
When, the potion’s work being done,
Roe could run or doe could leap
Under oak and beechen bough,
Roe could leap or doe...
Ovídio e Avon
Todo mundo deveria ter um exemplarzinho de A arte de amar, do Ovídio (“se houver algum homem comum a quem a arte do amor seja desconhecida, que ele leia este poema e que, conhecendo-a através de sua leitura, ame”), para aprender como ser mais amável, ou para encontrar inspiração para o que fazer da vida depois que seu amor te deixar - e levar sua identidade (“Tanto quanto o...
September 2010
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XLVI
Talvez eu seja O sonho de mim mesma. Criatura-ninguém Espelhismo de outra Tão em sigilo e extrema Tão sem medida Densa e clandestina Que a bem da vida A carne se fez sombra. Talvez eu seja tu mesmo Tua soberba e afronta. E o retrato De muitas inalcançáveis Coisas mortas. Talvez não seja. E ínfima, tangente Aspire indefinida Um infinito de sonhos E de vidas.
(Hilda Hilst, em...
August 2010
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July 2010
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Answer to a Child's Question
Samuel Taylor Coleridge
Do you ask what the birds say? The Sparrow, the Dove,
The Linnet and Thrush say, “I love and I love!”
In the winter they’re silent—the wind is so strong;
What it says, I don’t know, but it sings a loud song.
But green leaves, and blossoms, and sunny warm weather,
And singing, and loving—all come back together.
But the Lark is so brimful of...